quarta-feira, 6 de abril de 2011

Capítulo 16 Relações Ecológicas Entre Seres Vivos.

*Tipos de Relações Ecológicas

Na natureza, os seres vivos estabelecem relações entre si. Essas ralações são variadas e estão associadas à manutenção do equilíbrio ecológico de uma determinada região.

Estas relações são de vários tipos

INTRA-ESPECÍFICA 

São aquelas realizadas entre indivíduos da mesma espécie.

INTERESPECÍFICA 

 São aquelas realizadas entre indivíduos de diferentes espécies. 

HARMÔNICAS OU POSITIVAS 

São aquelas onde os indivíduos não tem nenhuma espécie de prejuízo

DESARMÔNICAS OU NEGATIVAS 

São aquelas onde, pelo menos, um dos indivíduos acaba tendo prejuízo.

*Relações Intra-específicas - HARMÔNICAS SOCIEDADE

União permanente entre indivíduos da mesma espécie, em que há divisão de trabalho. Por exemplo: insetos sociais como abelhas, cupins e formigas.

*COLÔNIAS

União anatômica entre indivíduos da mesma espécie , formando uma unidade estrutural e funcional. Os corais, por exemplo, sâo formados por indivíduos semelhantes entre si que são unidos por esqueleto calcáreo sobre o qual cresce a parte viva.
Outro exemplo é a caravela-portuguesa. Neste caso, cada indivíduo desta espécie origina-se de uma única larva, da qual surgem vários outros, que se manterão unidos e formarão a colônia. Esses seres são diferentes entre si e cada um executa uma função diferente para benefício da colônia: alguns têm a tarefa de capturar alimentos, outros encarregam-se da reprodução; outros, ainda, defendem a colônia ou a incumbem-se de sua flutuação.

*Relações Interespecíficas - DESARMÔNICAS CANIBALISMO

Ocorre quando seres de uma espécie comem outros seres da mesma espécie. Em aranhas, por exemplo, a fêmea pode devorar o macho após o acasalamento.

*COMPETIÇÃO

Indivíduos da mesma espécie disputam recursos insuficientes oferecidos pelo mesmo ecossistema.

*Relações Interespecíficas - HARMÔNICAS COOPERAÇÃO

Neste tipo de relação, embora os participantes se beneficem, eles podem viver de modo independente, sem a necessidade de se unir. Um dos casos mais conhecidos de cooperação é a associação entre a anêmona-do-mar e o paguro (bernardo-eremita ou ermitão), um crustáceo que tem o abdome mole e que costuma ocupar o interior de conchas abandonadas de moluscos. Sobre a concha, o paguro costuma colocar uma ou mais anêmonas-do-mar. As anêmonas possuem células urticantes, que afastam os predadores, protegendo o paguro de ser atacado; ao se deslocar, o paguro possibilita à anêmona uma melhor exploração do espaço, em busca de alimento.
Outro exemplo muito comum nas pastagens brasileiras é o do pássaro que pousa sobre bois, vacas e cavalos para se alimentar dos carrapatos. Neste caso o gado livra-se dos parasitas e o pássaro se alimenta

*COMENSALISMO

Positiva para um indivíduo e neutra para outro.
Um ser que vive junto a outro, mas sem o prejudicar, para obter alimento. A espécie beneficiada (comensal) obtém restos de alimentos da espécie hospedeira.
Ex.: a rêmora que fica grudada (possui ventosas que permitem a fixação) ao tubarão para se locomover e, principalmente, para se alimentar dos restos da comida do tubarão

*MUTUALISMO

É uma relação interespecífica em que os participantes se beneficiam e mantêm relações de dependência tão intimas a ponto de algumas vezes não poderem sobreviver separados. Este tipo de relação acontece com os liquens, que representam uma associação de fungos e algas, em que a algam, que é clorofilada, oferece alimento para o fungo, e o fungo oferece umidade e sais minerais para a alga.

*INQUILINISMO

É uma associação entre duas espécies diferentes, em que apenas uma espécie é beneficiada, mas a outra não é prejudicada. Neste caso a espécie benefiada obtém abrigo (proteção) ou ainda suporte no corpo da espécie hospedeira. Um exemplo deste tipo de associação é a de orquídeas que, vivendo no alto das árvores, encontram condições ideais de luminosidade para o seu desenvolvimento sem prejudicar a árvore hospedeira.

*DESARMÔNICAS

PARASITISMO

É a associação em que o parasita se aloja esterna ou internamente em seres de outra espécie (hospedeiros) podendo causar-lhes lesões, intoxicações ou a morte em alguns casos. O parasita é beneficiado obtendo alimento do seu hospedeiro. Um parasita se diferencia de um predador por ser menor que sua presa (hospedeiro) e de geralmente não matá-la.

*PREDATISMO

Seres de uma espécie (predadores) capturam e destroem fisicamente seres de outra espécie (presas). utilizando-as como alimento. Neste caso o predador é beneficiado e a presa é prejudicada.


*COMPETIÇÃO
Pode ocorrer entre seres da mesma espécie ou entre seres de espécies diferentes. Neste ultimo caso, pode haver um diputa por alimetos, território ou parceiros sexuais. Muitas vezes uma espécie pode competir pelos alimentos que lhes são comuns.

domingo, 3 de abril de 2011

DINÂMICA DAS POPULAÇÕES BIOLÓGICAS

Característica das populações 
População biológica é um grupo de indivíduos de mesma espécie que convivem em determinada área geográfica.
Cada população evolui e se adapta ao ambiente como uma unidade no ecossistema.
Assim, populações surgem, crescem e se estabilizam, mantendo um equilíbrio com os demais componentes da biocenose; porém, elas podem também declinar ou se extinguir.
A população humana, por exemplo, cresce atualmente em ritmo acelerado e encara sérios problemas de sobrevivência , o que tem sido motivo de preocupação para cientistas e políticos –
   A TERRA ESTÁ SE TORNANDO SUPERPOVOADA PELA ESPÉCIE HUMANA.




O esgotamento dos recursos ambientais e o desequilíbrio ecológico estão entre as principais consequências desse superpovoamento.
  Existem duas características importantes a serem analisadas no estudo de populações biológicas: a densidade populacional e a taxa de crescimento. 
No caso as espécie humana, o estudo estatístico do tamanho e da estrutura (idade e sexo dos indivíduos) e suas variações é chamado de demografia (do grego demos=povo e graphe=descrição).
DENSIDADE POPULACIONAL
É o número de indivíduos de uma mesma espécie que vivem em determinada área ou volume.
D: NUMERO DE INDIVÍDUOS
        ---------------------------------
       ÁREA OU VOLUME 
Na a população humana, a densidade demográfica é demonstrada nos censos demográficos.
Exemplo: censo realizado em 1990 estimou a população brasileira em aproximadamente 150 milhões de pessoas, distribuídas pelos 8,5 milhões de quilômetros quadrados do território nacional.
Qual era densidade demográfica do Brasil, naquele ano?
  Aproximadamente 17,6 hab/km2
   Em 2000, o censo mostrou que a população brasileira estava constituída por 169 milhões de pessoas. Como o nosso território permaneceu o mesmo, a densidade demográfica aumentou para 19,8 hab/km2.
 TAXAS DE CRESCIMENTO POPULACIONAL
  As medidas do tamanho de uma população, tomadas em diferentes intervalos de tempo, informam se ela está em expansão, em declínio ou estável, o que permite fazer correlações com a disponibilidade de alimentos, com o clima, entre outros.
 Taxa de crescimento


Taxa de crescimento (TC): variação do número dos indivíduos em determinado intervalo de tempo.
Taxa de crescimento absoluto (TCA): quando não se leva em conta o tamanho da população, mas apenas a variação do número de indivíduos no período considerado.
Taxa de crescimento  absoluto:
                                                        Nf    -  Ni                                                         
                                                          ------------       
                                                               t 
Nf = n° de ind. no início do período considerado.
Ni = n° de ind. no final do período considerado.
t = duração do período considerado.
 
Exemplo 1

Uma população de paramécios, constituída inicialmente por 2.000 indivíduos.
Uma hora mais tarde havia 4.000 indivíduos.
Nesse caso, a taxa de crescimento absoluto foi, no período analisado, de:
Taxa de crescimento absoluto:
                                                           4.000   -  2.000
                                                      --------------------------                                                                                                 1 hora
>:2.000 indivíduos por hora




Exemplo 2
No estudo de suas populações de bactérias (A e B) foram registrados os seguintes resultados:




Os valores das taxas de crescimento absoluto informam que , no período considerado, o aumento do n° de bactérias da população B foi dez vezes maior que na população A.
Entretanto, como a população B era inicialmente maior, não podemos afirmar se esse crescimento absoluto maior significa que ela tenha crescido proporcionalmente mais rápido que a população A.
Para se saber isso, devemos incluir no cálculo o tamanho inicial de cada população – taxa de crescimento relativo.
  A taxa de crescimento relativo (TCR) é a variação do n° de indivíduos de uma população em relação ao seu n° inicial.
Taxa de crescimento  relativo:
Nf   -  Ni
-------------- 
                                                                             Ni
                                                                      ----------------             
                                                                               t
Calcular para as bactérias
Essas taxas calculadas indicam que a população A cresce em ritmo mais acelerado do que a população B. 
 
Taxa de natalidade e taxa de mortalidade


O crescimento de uma população é determinado pela natalidade (n° de ind. que nascem) e pela mortalidade (n° de ind. que morrem).
Na espécie humana, costuma-se expressar a taxa de natalidade como o n° de crianças nascidas no período de um ano para cada 1.000 habitantes da população. 
 
Taxa de natalidade =
                                                 N° de nascimentos no ano
                                                ---------------------------------
 
                                                           1.000 pessoas
 Na mesma idéia calcula-se a taxa de mortalidade.
IMIGRAÇÃO E EMIGRAÇÃO
TAXA DE IMIGRAÇÃO
É a entrada de novos indivíduos na população
(natalidade)
TAXA DE EMIGRAÇÃO
É a saída de indivíduos da população
(mortalidade)
ÍNDICE DE FERTILIDADE
É o n° médio de descendentes produzidos por uma fêmea durante o seu período reprodutivo.
Ex.: se o índice de fertilidade para a espécie humana for igual a 2, o n° médio de filhos por casal é 2.
Esse valor indica uma população estável, onde os filhos substituem os pais.
Se esse valor foi superior a 2, indica que a população está crescendo. E se for inferior a 2, a população está diminuindo em tamanho.
CURVAS DE CRESCIMENTO POPULACIONAL
Qualquer população tem capacidade para crescer indefinidamente.
Essa capacidade é chamada de potencial biótico.
As diferentes populações apresentam potenciais bióticos variados. Um casal da espécie humana tem um potencial biótico reduzido, pois, teoricamente, este casal deixará apenas um descendente a cada ano, em condições normais.
Já insetos, coelhos, peixes, ratos apresentam potencial biótico bem maior do que a espécie humana.
Em condições naturais, o potencial de crescimento de uma população é limitado  pela disponibilidade de recursos (alimento, espaço, abrigo, ação de predadores, parasitas e populações competidoras).
Esse conjunto de fatores que limitam o crescimento de uma população é denominado resistência ao meio.
A curva de crescimento real de uma população resulta, então, da interação entre seu potencial biótico (capacidade de crescer) e a resistência imposta pelo hábitat onde ela vive.
Fatores que regulam o tamanho das populações biológicas
Carga biótica máxima
 

Capítulo 14 Energia e Matéria nos Ecossistemas

- Fluxo de Energia e Níveis Tróficos


Pirâmide de energia de uma comunidade aquática. Em ocre, a produção líquida de cada nível; em azul, respiração, a soma à esquerda é a energia assimilada. Fluxo de energia é a uma análise quantitativa de energia que flui em determinada cadeia alimentar, geralmente medida em joule/m². O fluxo de energia pode ser analisado da seguinte maneira: Parte da energia da presa não é assimilada pelo predador, que corresponde ao material não digerível que será disponibilizado para os decompositores. A eficiência da transferência de energia entre níveis tróficos também é reduzida devido a táticas de fuga da presa, ou de defesas químicas das plantas. Cada organismo consome boa parte de sua energia disponível em suas próprias atividades metabólicas, reduzindo a quantidade de energia disponível para os níveis tróficos superiores. Outra parte da energia de um sistema é simplesmente dissipada na forma de calor. Pode-se perceber que são vários os fatores que propiciam a diminuição do fluxo de energia, através de cada nível trófico, conforme o nível trófico aumenta. A pirâmide de energia consiste em representar graficamente as taxas de fluxo energético entre vários níveis tróficos. Pode-se perceber, então, que a pirâmide de energia sempre possui uma base maior, que representa os seres autótrofos e a cada nível para cima, fica mais estreita, pois representa um ser heterótrofo distinto da cadeia alimentar.

- Biomassa e pirâmides de energia.



A organização dos níveis tróficos e a biomassa convertida em energia transferida de um nível ao outro.
No meio ambiente, o fluxo da matéria entre os níveis tróficos ocorre de forma unidirecional, ou seja, dos produtores (organismos autotróficos: as plantas e algumas algas), para os consumidores herbívoros, seguidos pelos consumidores carnívoros e finalizando nos decompositores.

Dessa forma, através de uma pirâmide de biomassa, quantidade de matéria orgânica presente em um ser vivo ou no conjunto de seres da mesma espécie, é possível expressar proporcionalmente o teor de energia armazenada por nível ecológico existente. Sendo nos ecossistemas terrestres representada em maior dimensão por organismos produtores, devido ao porte e distribuição dos vegetais, diminuindo à medida que a matéria é repassada gradativamente aos animais.

No meio aquático essa situação se manifesta de forma invertida. A totalidade do fitoplâncton, se comparada ao zooplâncton, possui uma biomassa menor, mesmo contendo organismos produtores, justificado devido ao tamanho destes seres.

Ao contrário da pirâmide de biomassa, a pirâmide de energia nunca é invertida, representando a disponibilidade de matéria acumulada e convertida seqüencialmente de um nível a outro. Durante a transferência (por exemplo, por meio da predação), uma parte da energia do sistema se perde para o meio ambiente, reduzindo consideravelmente até o último nível trófico.

quinta-feira, 31 de março de 2011

ECOLOGIA: A INTERAÇÃO DAS DIFERENTES ESPECIES

                                                              Ecologia

O que a ecologia estuda?
A floresta Amazônica apresenta uma vegetação riquíssima. E a variedade de animais também é enorme. Calcula-se que em uma única árvore da floresta Amazônica podem ser encontradas mais de mil espécies diferentes de insetos.
De fato, se reunirmos todas as florestas tropicais do planeta, veremos que nelas se encontra mais da metade das espécies vivas. Podemos dizer então que a floresta Amazônica possui uma grande biodiversidade.

Veja agora uma foto da caatinga. A vegetação já é bem diferente.
A Ecologia pode estudar:

  • as relações que um bando de Bugios tem com os outros seres da floresta;
  • a influência do clima sobre todos os organismos da floresta;
  • a influência das florestas neotropicais sobre o clima;
  • a influência da ação do ser humano sobre o clima de todo o planeta.                                          

Você pode concluir que a ecologia é um campo de estudo muito amplo. E todas essas informações nos ajudam a melhorar o ambiente em que vivemos, diminuindo a poluição, conservando os recursos naturais e protegendo nossa saúde e a das gerações futuras.
Resumindo: Ecologia é a ciência que estuda as relações dos seres vivos entre si e com o ambiente.
 
                                                           Habitat 
O habitat é o lugar na natureza onde uma espécie vive. Por exemplo, o habitat da planta vitória régia são os lagos e as matas alagadas da Amazônia, enquanto o habitat do panda são as florestas de bambu das regiões montanhosas na China e no Vietnã.

                                                             Nicho ecológico 
O nicho é um conjunto de condições em que o indivíduo (ou uma população) vive e se reproduz. Pode se dizer ainda que o nicho é o "modo de vida" de um organismo na natureza. E esse modo de vida inclui tanto os fatores físicos - como a umidade, a temperatura, etc - quanto os fatores biológicos - como o alimento e os seres que se alimentam desse indivíduo.
Vamos explicar melhor: O nicho do Bugio, por exemplo, inclui o que ele come, os seres que se alimentam dele, os organismos que vivem juntos ou próximo dele, e assim por diante. No caso de uma planta, o nicho inclui os sais minerais que ela retira do solo, a parte do solo de onde os retira, a relação com as outras espécies, e assim por diante.
O nicho mostra também como as espécies exploram os recursos do ambiente. Assim a zebra, encontrada nas savanas da África, come as ervas rasteiras, enquanto a girafa, vivendo no mesmo hábitat, come as folhas das árvores. Observe que cada espécie explora os recursos do ambiente de forma um pouco diferente. 
                                                            População
Indivíduos de uma mesma espécie que vivem em determinada região formam uma população. Por exemplo: as onças do pantanal formam uma população.
As capivaras também podem ser encontradas no pantanal, mas fazem parte de outra população, já que são de outra espécie.
Às vezes a população pode aumentar muito, por exemplo, em meados do século XIX, alguns coelhos selvagens foram levados da Inglaterra para a Austrália, para serem usados nas caçadas. Na Europa, as populações de coelhos eram naturalmente controladas por diversos predadores e parasitas. Na Austrália, porém não existiam tantas espécies que atacavam coelhos. O resultado é que esse animal se reproduziu rapidamente chegando a atingir mais de 200 milhões de indivíduos, que passaram a destruir as plantações e as pastagens da Austrália. Isso mostra o perigo de se introduzir num novo ambiente um organismo não nativo.
                         Termos utilizados na Ecologia
                                                          
                                                                   Comunidade
Na figura abaixo, podemos perceber que no mar existem diversos animais e vários tipos de plantas. E há também seres muito pequenos - tão pequenos que só podem ser vistos com aparelhos especiais como os microscópios, que possuem lentes especiais que ampliam a imagem dos seres observados.
Se colocarmos uma gota da água do mar no microscópio, veremos um número imenso desses pequenos seres vivos.
Pense quantos organismos diferentes podem ser encontrados num jardim: grama, roseiras, minhocas, borboletas, besouros, formigas, caracóis, sabiás, lagatixas...
Todos os seres vivos de determinado lugar e que mantêm relações entre si formam uma comunidade. A comunidade do mar abaixo é composta por peixes, algas, plantas, os seres microscópios, enfim todas as populações lá existentes. 
                                                                Ecossistema
É o conjunto dos relacionamentos que a fauna, flora, microorganismos (fatores bióticos) e o ambiente, composto pelos elementos solo, água e atmosfera (fatores abióticos) mantém entre si. Todos os elementos que compõem o ecossistema se relacionam com equilíbrio e harmonia e estão ligados entre si. A alteração de um único elemento causa modificações em todo o sistema podendo ocorrer a perda do equilíbrio existente. Se por exemplo, uma grande área com mata nativa de determinada região for substituída pelo cultivo de um único tipo de vegetal, pode-se comprometer a cadeia alimentar dos animais que se alimentam de plantas, bem como daqueles que se alimentam destes animais.
A delimitação do ecossistema depende do nível de detalhamento do estudo. Por exemplo, se quisermos estudar o ecossistema de um canteiro do jardim ou do ecossistema presente dentro de uma planta como a bromélia.
                                                                          ou



                                                                       Biosfera
Ainda não temos conhecimento da existência de outro lugar no Universo, atém da Terra, onde aconteça o fenômeno a que chamamos de vida.
A vida na Terra é possível porque a luz do Sol chega até aqui. Graças a sua posição em relação ao Sol, o nosso planeta recebe uma quantidade de energia solar que permite a existência da água em estado líquido, e não apenas em estado sólido (gelo) ou gasoso (vapor). A água é essencial aos organismos vivos. A presença de água possibilita a vida das plantas e de outros seres capazes de produzir alimento a partir da energia solar e permite também, indiretamente, a sobrevivência de todos os outros seres vivos que se alimentam de plantas ou animais. Pela fotossíntese que há a absorção de água e gás carbônico e liberação de oxigênio, a energia do Sol é transformada em um tipo de energia presente nos açucares, que pode então ser aproveitada por seres que realizam esse processo e por outros seres a eles relacionados na busca por alimento.
A Terra pode ser dividida assim:
  • Litosfera - a parte sólida formada a partir das rochas;
  • Hidrosfera - conjunto total de água do planeta (seus rios, lagos, oceanos);
  • Atmosfera - a camada de ar que envolve o planeta;
  • Biosfera - as regiões habitadas do planeta.
Biosfera é o conjunto de todos os ecossistemas da Terra. É um conceito da Ecologia, relacionado com os conceitos de litosfera, hidrosfera e atmosfera. Incluem-se na biosfera todos os organismos vivos que vivem no planeta, embora o conceito seja geralmente alargado para incluir também os seus habitats.
 
A biosfera inclui todos os ecossistemas que estão presentes desde as altas montanhas (até 10.000 m de altura) até o fundo do mar (até cerca de 10.000 m de profundidade).
Nesse diferentes locais, as condições ambientais também variam. Assim, a seleção natural atua de modo diversificado sobre os seres vivos em cada região. Sob grandes profundidades no mar, por exemplo, só sobrevivem seres adaptados à grande pressão que a água exerce sobre eles e a baixa (ou ausente) luminosidade. Já nas grandes altitudes montanhosas, sobrevivem seres adaptados a baixas temperaturas e ao ar rarefeito.
Na biosfera, portanto, o ar, a água, o solo, a luz são fatores diretamente relacionados à vida.


Cadeias e teias alimentares

As cadeias alimentares, ou cadeias tróficas, são sequencias de eventos consecutivos de relações de alimentação de um grupo de organismos por outros, formando níveis tróficos, que englobam os produtores, consumidores e decompositores.


As setas indicam o sentido do fluxo de alimento na cadeia alimentar.

O componente biótico de um ecossistema relaciona-se entre si e estipula níveis para essas relações. Podemos, então, classificar os seres vivos de acordo com as funções específicas que desempenharão dentro de um ecossistema.

Organismos autótrofos – São assim chamados todos os organismos que têm a capacidade de transformar a matéria inorgânica em matéria orgânica, normalmente, utilizando a luz solar e produzindo o oxigênio. Têm essa capacidade todos os fotossintetizantes e quimiossintetizantes (que ao invés da luz solar, utilizam substâncias químicas oxidadas).



Organismos heterótrofos – São assim considerados todos os organismos que não são capazes de produzir o seu próprio alimento, tendo assim, que utilizar a energia produzida pelos autótrofos ou mesmo por outros heterótrofos (dependendo de sua dieta).



Produtores – São sempre autótrofos, produzem alimento que será usado na cadeia, e por isso estão obrigatoriamente no início de qualquer cadeia alimentar. A energia transformada a partir da luz solar e do gás carbônico será repassada a todos os outros componentes restantes da cadeia ecológica. Os principais produtores conhecidos são plantas e algas microscópicas (fitoplâncton).


Consumidores – São os organismos que necessitam alimentar-se de outros organismos para obter a energia que eles não podem produzir para si próprios. Vão-se alimentar dos autótrofos e de outros heterótrofos podendo ser consumidores primários, consumidores secundários, consumidores terciários e assim por diante. Na alimentação, nem toda a energia obtida será integralmente usada, isto é, parte dessa energia não será absorvida e será eliminada com as fezes; outra parte será dissipada em forma de calor. Assim, grande parte da energia será “perdida” no decorrer de uma cadeia alimentar, diminuindo sempre a cada nível. Podemos, então, dizer que o fluxo de energia num ecossistema é unidirecional começando sempre com a luz solar incidindo sobre os produtores, e diminuindo a cada nível alimentar dos consumidores.


Decompositores – São organismos que atuam exatamente em papel contrário ao dos produtores. Eles transformam matéria orgânica em matéria inorgânica, reduzindo compostos complexos em moléculas simples, fazendo que estes compostos retornem ao solo para serem utilizados novamente por outro produtor, gerando uma nova cadeia alimentar. Os decompositores mais importantes são bactérias e fungos. Por se alimentarem de matéria em decomposição são considerados saprófitos.


O conjunto de uma série de ecossistemas é chamado de teia alimentar. Nesse caso, várias teias se entrelaçam, fazendo que as relações ecológicas sejam múltiplas e o alimento disponível possa ser utilizado por vários indivíduos, realmente compondo um ecossistema.

Importante:
1. A energia é unidirecional.
2. A matéria é cíclica.


Níveis Tróficos

1. O conjunto de indivíduos que se nutre no mesmo patamar alimentar, ou seja, alimentam-se basicamente dos mesmos nutrientes e estão colocados em um mesmo nível trófico.

2. Os produtores estão colocados no 1.° nível trófico.

3. Os consumidores primários, aqueles que se alimentam dos produtores, são herbívoros e constituem o 2.° nível trófico.
4. Os consumidores secundários compõem o 3.° nível trófico, sendo os carnívoros.

5. Após esses, existe o 4.° nível trófico, e assim por diante.

6. Os decompositores ocupam sempre o último nível da transferência de energia, formando um grupo especial que degrada tanto produtores quanto consumidores.


Importância de se conhecer as cadeias alimentares

Justifica-se pela possibilidade do uso natural de animais ou plantas a fim de controlar ou equilibrar o ecossistema, de forma a evitar o uso de pesticidas e de quaisquer outras formas artificiais que possam desequilibrar em longo prazo o ambiente, ou ainda, provocar sérias reações nos animais e até nos seres humanos que ali habitam.